ENSINAR PARA A PROVA OU ENSINAR PARA A VIDA: UMA ANÁLISE DO EFEITO RETROATIVO NO ENSINO DO INGLÊS PARA AVIAÇÃO

Malila Carvalho de Almeida Prado

Resumo


Dez anos após o desenvolvimento e a implementação do SDEA, exame de inglês para pilotos civis, é importante buscar um panorama do efeito retroativo dessa especialidade de língua. As consequências de uma prova podem ser positivas, se afetarem as atitudes do professor na sala de aula, ou negativas, se culminarem no estreitamento do conteúdo a meros ensaios da prova (BAILEY, 1996). Neste artigo, propomos avaliar um recorte do mercado de inglês para aviação no Brasil em materiais disponibilizados em sítios eletrônicos para o público a que se destina: pilotos civis. Para esta investigação, partimos de uma lista ofertada no sítio da ANAC com 23 instituições que ministram cursos de inglês para aviação. Após analisarmos os materiais divulgados pelas instituições, verificamos enfoque excessivo nos itens do SDEA em detrimento da Escala de Proficiência Linguística da OACI. Concluímos este artigo com sugestões de reflexão para a melhoria do ensino no mercado brasileiro. 

Texto completo:

PDF

Referências


ALDERSON, C.; D. WALL. 1993. Does washback exist? Applied Linguistics, Oxford, 14.2: pp. 115-129.

BAILEY, K. 1996. Working for washback: A review of the washback concept in language testing. Language Testing, 13: pp. 257-279.

BIESWANGER, M. 2016. Aviation English: Two distinct specialised registers? In: SCHUBERT, C.; C. SANCHEZ-STOCKHAMMER. Variational Text Linguistics: Revisiting Register in English. Berlin: DeGruyter. pp. 67-85.

BOCORNY, A. E. 2011. Panorama dos estudos sobre a linguagem da aviação. Revista Brasileira de Linguística Aplicada, 11.4: pp. 963-986.

GARCIA, A. C. What do ICAO Language Proficiency test developers and raters have to say about the ICAO Language Proficiency Requirements 12 years after their publication? Lancaster: Lancaster University, 2015. 115 p.

GREEN, A. 2013. Washback in language assessment. International Journal of English Studies, 13.2: pp. 39-51.

HUGHES, A. 1989. Testing for language teachers. Cambridge: Cambridge University Press.

INTERNATIONAL CIVIL AVIATION ORGANIZATION (ICAO). 2004. Manual of implementation of the language proficiency requirements (DOC9835-AN/453). Montreal: International Civil Aviation Organization.

INTERNATIONAL CIVIL AVIATION ORGANIZATION (ICAO). 2010. Manual of implementation of the language proficiency requirements (DOC9835-AN/453). 2nd. ed. Montreal: International Civil Aviation Organization.

MONTEIRO, A. L. Comunicações entre pilotos e controladores de vôo: fatores linguísticos, discursivo-interacionais e interculturais. Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009.

MONTEIRO, A. L. Reconsidering the Measurement of Proficiency in Pilot and Air Traffic Controller Radiotelephony Communication: From Construct Definition to Task Design. Ottawa: Carleton University, 2019.

NOBLE, A.; M. L. SMITH. 1994. Old and new beliefs about measurement-driven reform: the more things change, the more they stay the same. CSE Technical Report 373. Arizona State University. Tempe, AZ.

SCARAMUCCI, M. 2004. Efeito retroativo da avaliação no ensino/aprendizagem de línguas: o estado da arte. Trabalhos em Lingüística Aplicada, Campinas, 43.2: pp. 203-226.

SCARAMUCCI, M.; TOSQUI-LUCKS, P.; DAMIÃO, S. Pesquisas sobre inglês aeronáutico no Brasil. Campinas: Pontes, 2018.

SOUZA, P. R. E. 2018. Os componentes determinantes do efeito retroativo de um exame de proficiência em inglês aeronáutico. In: SCARAMUCCI, M.; P. TOSQUI-LUCKS; S. DAMIÃO. Pesquisas sobre inglês aeronáutico no Brasil. Campinas: Pontes. pp. 221-242.

WALL, D. 2012. Washback. In: FULCHER, G.; F. DAVIDSON. The Routledge Handbook of Language Testing. New York: Routledge. pp. 79-82.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2526-4478 - Qualis "B3" (2017/2018)

______________________________________________________________________________