A METODOLOGIA ATIVA ENQUANTO FACILITADORA DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM DE ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UM CASO NO ENSINO SUPERIOR PRIVADO DO ABC PAULISTA

Lúcio Leite de Melo, Carlos Alexandre Felício Brito, Ivo Ribeiro Sá

Resumo


O objetivo do estudo foi analisar como as metodologias ativas, Peer Instruction, Método do Caso e Mapas Conceituais, podem facilitar a aprendizagem do discente no Ensino Superior. Delineou-se como sendo um Estudo de Caso. Participaram n=52 discentes do Ensino Superior. As análises dos resultados foram feitas por meio de frequências absolutas e relativas e pelo cálculo do Ganho de Rendimento (GR). Utilizaram-se as respostas subjetivas para melhor entendimento do fenômeno. O GR (%) foi cerca de 50% a 75%. Este rendimento, referente ao conteúdo trabalhado em sala de aula variou entre 21,4% a 35,06%, entre os períodos matutino e noturno, respectivamente. Assim, pode-se inferir que a propósito das metodologias ativas experimentadas e desenvolvidas em aulas no universo da graduação, estas podem vir a se destacar como alternativas efetivas para alterar o panorama criticado hoje no Ensino Superior em relação, em especial, à falta de motivação dos alunos em aprender.


Texto completo:

PDF

Referências


ACIOLE, G.G. 2016. Rupturas paradigmáticas e novas interfaces entre educação e saúde. Cadernos de Pesquisa, 46.162: 1172-1191.

ARAÚJO, D.; M.C.G. MIRANDA; S.L. BRASIL. 2007. Formação de profissionais de saúde na perspectiva da integralidade. Revista Baiana de Saúde Pública, 31.1: 20-31. [S.l.].

ASSMAN, H. 2003. Reencantar a educação: rumo à sociedade aprendente. Rio de Janeiro : Vozes. 7a. ed.

BRASIL. 1996. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, DF, dez 1996. Disponível online em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso em: 06 mai. 2019.

______. 2001. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES n.4 de 7 de Novembro de 2001. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em medicina. Diário Oficial da União, Brasília; 9 nov. 2001.

______. 2004. Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES n.7 de 31 de Março de 2004. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de graduação em Educação Física, em nível superior de graduação plena. Diário Oficial da União, Brasília; 5 abr. 2004, Seção 1, p. 18.

BACICH, L.; A. TANZI NETO; F.M. TREVISANI (Orgs.), 2015. Ensino híbrido: personalização e tecnologia na educação. Porto Alegre : Penso.

CAMPAGNOLO, R. et al. 2014. Uso da abordagem Peer Instruction como metodologia ativa de aprendizagem: um relato de experiência. Revista Signos, 35.2: 79-87. [S.l.].

CESAR, A.M.R.V.C. 2005. Método do Estudo de Caso (Case studies) ou Método do Caso (Teaching Cases)? Uma análise dos dois métodos no Ensino e Pesquisa em Administração. Revista Eletrônica Mackenzie de Casos, 1.1: 1-23. São Paulo

CHIZZOTTI, A. 2006. Pesquisa qualitativa em ciências humanas e sociais. Rio de Janeiro : Vozes.

LÜDKE, M.; M.E.D.A ANDRÉ. 2018. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. Rio de Janeiro : E.P.U. 2a. ed.

MACHADO, M.F.A.S. et al. 2007. Integralidade, formação de saúde, educação em saúde e as propostas do SUS: uma revisão conceitual. Ciências da saúde coletiva, 12.2: 335-342. Rio de Janeiro.

MATTAR, J. 2017. Metodologias ativas para a educação presencial, blended e a distância. São Paulo : Artesanato Educacional.

MAZUR, E. 1997. Peer instruction: a user’s manual. [S.l.] : Prentice Hall, Inc. Pap/Dskt ed.

MENEZES, M.A.A. 2012. Método do caso e estudo de caso: uma abordagem epistemológica. Revista Justiça e Educação, 1.1: 2–11. [S.l.].

MELO, T.O. et al. 2014. O olhar do docente acerca dos alunos que trabalham inseridos nas metodologias ativas de aprendizagem. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba, 16.3: 134-138. [S.l.].

MÜLLER, M.G. et al. 2017. A literature review on the implementation of Peer Instruction interactive teaching method (1991 to 2015). Revista Brasileira de Ensino de Física, 39. 3: e3403. São Paulo.

MOREIRA, M.A. 2012. Mapas conceituais e aprendizagem significativa (concept maps and meaningful learning). In: MOREIRA, M.A. Aprendizagem significativa, organizadores prévios, mapas conceituais, diagramas V e Unidades de ensino potencialmente significativas. Porto Alegre : UFRGS. pp. 41-54.

SANTAELLA, L. 2004. A teoria geral dos signos: como as linguagens significam as coisas. São Paulo : Pioneira.

SILVA, M.V.S.; G.B.N. MIRANDA; M.A. ANDRADE. 2017. Sentidos atribuídos à integralidade: entre o que é preconizado e vivido na equipe multidisciplinar. Interface-Comunicação, Saúde, Educação, 21.62: 589-599. Botucatu.

STEINERT, Y. et al. 2006. A systematic review of faculty development initiatives designed to improve teaching effectiveness in medical education: BEME Guide no. 8. Medical Teacher, 28.6: 497-526. [S.l.].

THOMAS, J.R.; J.K. NELSON; S. SILVERMAN. 2012. Métodos de Pesquisa em Atividade Física. Porto Alegre : Artmed. 6a. ed.

VALENTE, J.A. 2014. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista, 4: 79-97. Curitiba.

YIN, R.K. 2015. Estudo de caso: planejamento e métodos. Porto Alegre : Bookman. 5a. ed.

ZANATTA, S.C.; H.A.P. CARVALHO; B.M. DUARTE. 2017. Peer instruction: discussões que permeiam a formação reflexiva e o ensino de ciências. REPPE - Revista de Produtos Educacionais e Pesquisas em Ensino, 1.1: 157-178. Paraná.


Apontamentos



ISSN 2526-4478 - Qualis "B3" (2017/2018)

______________________________________________________________________________