O PROCESSO DE ESCRITA PARA TURMAS NUMEROSAS ATRAVÉS DA RELEITURA DE NARRATIVAS

Anne Caroline Leme Ayres de Oliveira

Resumo


RESUMO: Este artigo tem como objetivo compreender o processo de escrita para turmas numerosas através da releitura de narrativas. Assim, no decurso da elaboração de um texto, os estudantes devem ser levados a compreender para quem estão escrevendo, os motivos que os levaram a escrever e a forma discursiva adequada à situação comunicativa. Os resultados obtidos indicam que a metodologia oferecida reconhece a escrita como uma interação social, por isso considerar a linguagem como discurso, é sobretudo reconhecer o dialogismo, partindo da premissa de que, para obter uma melhor compreensão sobre o processo de escrita, é fundamental o estudo de estratégias metodológicas. A metodologia utilizada no desenvolvimento deste trabalho foi a de pesquisa-ação com base etnográfica por meio de paradigma qualitativo. Que segundo Tripp, (2005, p. 447 apud GRUNDY; KEMMIS, 1982), “pesquisa-ação é uma forma de investigação-ação que utiliza técnicas de pesquisa consagradas para informar à ação que se decide tomar para melhorar a prática”. Desse modo, essa forma de pesquisa é adequada por permitir que o professor construa suas práticas na sala de aula e, ao mesmo tempo, reflita e aja com intervenção de maneira reflexiva quando necessário.


Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Educação Infantil e Ensino Fundamental. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular: Ensino Médio. Brasília: MEC/Secretaria de Educação Básica, 2017.

BAKHTIN, M. Estética da criação verbal. Tradução de Maria Ermantina Galvão G. Pereira. 2 ed. São Paulo: Martins Fontes, 1997.

CHAMOT, A.U. The learning strategies of ESL students. In: WENDEN, A.; RUBIN, J. (Eds.). Learner strategies in language learning. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall, 1987. p.71-84.

FLOWERS, L.; HAYES, J.R. A cognitive process theory of writing. College Composition and Communication, v.32, n. 4, p. 365-387, 1981.

FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. 19. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. p. 26.

GRUNDY, S. J.; Kemmis, S. Educational action research in Australia: the state of the art. Geelong: Deakin University Press, 1982.

HARMER, J. How to teach English. England: Longman, 2007.

HARMER, J. The practice of English Language. Teaching language skills together.

p.265. England: Longman, 2007.

HYLAND. F. Focusing on form: Student engagement with teacher feedback. System, 2003. p. 31, 217–230.

KIM, Y. & KIM, J. Teaching Korean University writing class: balancing the process and the genre approach. 2005. p. 69-90.

MARTIN, J. R.; CHRISTIE, F.; ROTHERY, J. Social processes in education: a reply to Sawyer and Watson (and others). In: REID, I. (Ed.). The Place of Genre in Learning: Current debates. Geelong: Deakin University Press, 1987. p.58-82.

OXFORD, R. Language learning strategies: What every teacher should know. Boston: Heinle and Heinle,1990.

SANTOS, D. Como escrever melhor em inglês. Barueri, SP: Disal, 2012. SCRIVENER, J.; Learning Teaching: The Essential Guide to English Language Teaching. Macmillan books for teachers, 2005.

STEELE. V. Product and process writing. Disponível online em: http://www.english online.org.cn/en/teachers/workshops/teaching-writing/teachingtips/product-process2004. Acesso em 5 de jul. 2020.

TRIPP, D. Pesquisa-ação: uma introdução metodológica. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, 2005. p. 447-457.

VIGOTSKY, L.S. A construção do pensamento e da linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2000.

WALLON, H. Imitação como um processo de construção de significados compartilhados. 1979.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN 2526-4478 - Qualis "B3" (2017/2020)

______________________________________________________________________________